domingo, 23 de maio de 2021

Bike Park Brasil Ride Club

Visitamos o Brasil Ride Club, um bike park em Amparo (60 km de Campinas) onde a veia do enduro foi esculpida ao longo de 3 trilhas.

Ele conta ainda com dois Pump Tracks sendo um  Kids e um Adulto, uma pista de XCO (duríssima! uma das etapas do Brasil Ride), uma pista de Dirt e muito espaço livre pra relaxar em uma rede, pedalar no flat pra curtir ou simplesmente caminhar e contemplar a natureza.











O local tem um estacionamento fechado e um restaurante muito bem estruturado. Um amplo vestiário para tomar banho e voltar pra casa tranquilo e sem nhaca!

Sobre as trilhas. Como disse são 3 linhas com vários desafios bem interessantes. As linhas não são para iniciantes, mas comportam bem os iniciados, pois apesar dos diversos drops, rock gardens, e saltos, há sempre uma linha mais suave (famosa chicken line) deixando o rolê extremamente democrático.

Para subir o morro vc pode fazer ele no pedal (250 m de altimetria em 2 km que rendem 25 min de pedal acima em um ritmo normal) ou colar no resgate feito por uma brava Toyota Bandeirantes 4X4 que nos deixa quase no topo do rolê!




Lugar pra se divertir o dia todo e com estrutura pra levar a esposa/marido que não pedalam ou filhos que precisam de espaço pra correr e ter contato com mato! Vá pra passar o dia todo!

O parque abre às 8h30, o resgate começa por volta das 9h00 e dá pra fazer 5 descidas insanas antes do almoço e mais 5 à tarde se os braços e pernas aguentarem!

No almoço eu sugiro a tilápia empanada que vem acompanhada de batatas, arroz e feijão com gostinho da fazenda, uma salada fresquinha e aquela coca-cola com limão cravo colhido do pé!

É claro que tem heineken pra turma do álcool! :D

Pra chegar lá só colocar Brasil Ride Club no Waze, mas segue aí o link do Google Maps

Hoje o Day Use fica R$ 50,00, o almoço gira em torno de R$ 30,00 dependendo do prato e a coca R$ 6,00. Valores super justos para um atendimento mais que VIP

Os trail builders Juliano Jeremias e Raphael Ometto são os responsáveis pela construção das linhas e estão de parabéns pelo trabalho e pelo carinho que dedicaram ao local!


quinta-feira, 4 de junho de 2020

Trilha em Whistler - BC Trail e Earth Circus


Duas trilhas bem técnicas. A BC Trail é uma double black diamond tendo um  drop bem sinistro no meio dela. Fazer ela com o terreno um pouco molhado como foi o nosso caso a torna ainda mais desafiadora, pois as raízes são como pedras de sabão molhado esperando para te dar aquele banho... rs
A melhor parte é a narração do nosso piloto Glauber

As filmagens foram feitas por uma GoPro Hero 7 e a Edição é da Pedivela Filmes

quarta-feira, 27 de maio de 2020

A Caloi 10 que marcou uma Era


Ela surgiu em 1972 baseada no quadro da Bianchi San Remo de 10 marchas e foi a primeira bicicleta com marchas produzida e comercializada no Brasil. Durante muito tempo, a única.
Automaticamente se tornou uma referência no mercado nacional. Tanto que após um tempo, toda bicicleta com marchas era popularmente chamada de "caloi 10", mesmo não tendo necessariamente as 10 marchas ou nem sendo caloi! rs (efeito bombril).


Depois da caloi 10 surgiram alguns modelos mais simples como a caloi standart e variações de marchas em 12, 15 e 18. Surgiu também a raríssima caloi titânium ("produzida" entre 78 e 79). De qualquer forma, uma busca rápida no google fica fácil de levantar toda a história dessa bike que marcou uma época aqui no Brasil.

Já as fotos que estou publicando são exclusivas (eu as tirei) de uma bike que foi competamente restaurada pelo Rodrigo (https://www.instagram.com/rodrigo_bicycle_mecanic/) e vai para uma coleção particular! Ela realmente está linda e 100% original. Lindo trabalho









quarta-feira, 29 de abril de 2020

Trilha em Whistler - Freight Train, No Joke e Duffman



No Whistler Mountain Bike Park, essa, na minha opinião, é uma das sequências mais divertidas.
Combina trilhas técnicas com as de salto e duas cerejas fantásticas, o Drop in Clinic (até hoje lembro da sensação de descer ele a primeira vez) e o salto do contêiner que é igualmente icônico.

O salto desta filmagem foi quando o fiz pela primeira vez. Reparem que saio da trilha e aí bate aqueles 5 segundos de coragem e eu acelero. Não foi nada planejado e foi ótima a sensação de completar esse salto que foi novidade em 2019.
Infelizmente deixei o suporte um pouco frouxo e a mangueira do camelbak se soltou no meio do trajeto e não percebi, com isso o barulho na filmagem ficou chato (barulho do suporte e da mangueira batendo na câmera) e por isso acabei optando por uma música!

Fiz essa sequência no mínimo umas 5 vezes o que a tornou ainda mais divertida. Não são trilhas para iniciantes, mas qualquer ciclista que já tenha andado em trilhas técnicas como Serra do Japi e Cantareira irá tirar elas de letra

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Trilha em Whistler - Subida para a Lord of Squirrels


Antes de dizer que a trilha é fantástica, aqui eu devo desculpas para a audiência. Cometi a falha indesculpável de levar apenas uma bateria da GoPro. A subida é tão legal que acabei gastando ela só subindo. Uma pena, pois a descida é lindíssima também e muuuito divertida.
Garanto que na próxima vez eu não erro!

Bom, voltando à trilha, ela é extremamente desafiadora fisica e tecnicamente. Não é uma trilha para iniciantes e, antes que perguntem, bikes elétricas são proibidas.




O lugar é de contemplação, então fizemos a trilha com calma, levamos o dia todo apesar do tempo em movimento ter sido de quase 4hrs e tiramos muuuuitas fotos!

















Lembre que é a subida de uma montanha, então não é pra considerar a altimetria no trajeto todo e sim em METADE dele... eheheh
Esse é o maior erro da galera quando acha que vai fazer uma trilha difícil de 1500 m de altimetria em 37 km. Na verdade vai fazer 1500 m de altimetria em menos de 20 km.
O segredo é ir na calma, curtindo a paisagem, o ar que é fantástico e principalmente parando para abastecer de água nas diversas nascentes/água de degelo que encontramos. Usamos sem problema nenhum, então não precisa sair com água para todo o trajeto. Eu abasteci duas vezes e saí com 1,5 l
Levei uns 4 sanduíches, barras de cereal, bananinha e gel... usei tudo... ahahah

A trilha realmente é imperdível

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

The North Face. Built to Last my a@#$

Bom... difícil começar esse post! Confesso que esse realmente foi uma baita decepção pra mim!
Cheguei em Whistler em uma loja The North Face imensa... uma marca que admiro faz tanto tempo que nem sei. Havia comprado um tênis em um outlet e agora iria comprar uma mochila bacana e diretamente da loja.
Aqui no Brasil a mochila passa de 1000 reais. Lá no Canadá eu paguei por volta de R$ 600,00 com o dólar do cartão (outra facada), mas estava comprando uma coisa bem bacana!
A mochila Surge na cor nova de lançamento!


Fiquei bem satisfeito com a aquisição e a minha alegria só foi comparada à minha decepção duas semanas depois.
Usando um notebook e um tablet, a mochila cedeu exatamente onde cedem as tantas mochilas de má qualidade. Quase não dava para acreditar




Não me preocupei inicialmente, pois já li muitos relatos à respeito de como a marca se orgulha de ter produtos realmente duráveis e, quando algum defeito aparece, como eles são excelentes para fazer o reparo.
O ponto é que nada disso vale no Brasil. Aqui há uma representação, ou seja, uma importadora que não tem comprometimento com a marca, logo, se você não comprou deles, não são eles que irão te ajudar.
O pessoal da loja que visitei foi super educado, mas percebi que eu não era uma exceção. Mais e mais pessoas compram The North Face fora do país e simplesmente não possuem nenhum suporte aqui.

A situação piorou quando entrei em contato com a loja no Canadá que também disse que não poderia me ajudar já que eu não estava mais lá. Neste momento a decepção foi total. Fui aconselhado a buscar o escritório central na Califórnia, mas no site só tem um número de telefone e um endereço. Esse tipo de informação nos dias de hoje é realmente de quem não quer ser incomodado, pois não há um chat ou email.

Resolvi então deixar registrado não a minha zanga, mas a minha mais profunda decepção com uma marca que por anos admirei. Uma pena

Atualização: Depois de alguns meses, vários posts no Instagram o gerente da loja no Canadá entrou em contato comigo e estornou o valor pago 100%. Pediu desculpas e me convidou novamente à loja quando voltar em Whistler (pretendo fazê-lo em 2021). Fiquei contente com o desfecho, mas entendi que isso foi uma liberalidade do próprio gerente da loja e não da marca, então minha decepção com a The North Face continua, mas o atendimento realizado pelo Paul Currie foi bem bacana

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Garantia CamelBak

Hoje reclamar e contar para todo mundo quando um produto ou serviço não está de acordo com o que foi prometido, ficou fácil. Sites como o www.reclameaqui.com.br têm realmente ajudado bastante os consumidores fazendo a ponte entre as empresas e os clientes e com isso potencializando as soluções dos problemas.

O caminho ainda é longo e muitas marcas precisam aprender que não é só de vendas que elas vivem, mas também de pós-vendas. Só assim elas mantém seus clientes.

Felizmente a CamelBak é uma dessas empresas exemplares e por isso queria relatar o excelente atendimento que tive e a rápida solução para o meu problema.

A empresa possui um programa lifetime guarantee chamado Got Your Bak, ou seja, uma garantia vitalícia de seus produtos. No seu próprio site ela explica que é a garantia vitalícia para a vida útil do produto, ou seja, não é a garantia até o fim da sua ou da minha vida! rs

Ela  ainda pede para que você seja justo ao decidir se há um problema de fato ou o produto chegou ao fim da sua vida útil.

Eu sou muito fã da marca. Tenho, além de duas garrafas térmicas, 3 mochilas de hidratação com 3 hidrabags e isso há pelo menos uns 5 anos com uso frequente.

Reparei que em duas das mochilas, tive problemas na válvula big byte que começou a vazar. Um dos  hydrolocks teve a trava amarela trincada e isso durante o seu uso normal.

Entrei em contato pelo site (https://www.camelbak.com/en/our-values/got-your-bak) e abri um processo de garantia muito simples, intuitivo e rápido.

Em alguns dias uma pessoa aqui no Brasil me mandou um e-mail perguntando o que ocorreu. Descrevi para eles o uso, o tempo e o que ocorreu e eles simplesmente me enviaram as peças que eu solicitei sem enrolação, pedidos de nota fiscal ou envio do produto para avaliação.

Confiaram em mim (agradeço muito por isso) e resolveram o problema! Eu agora confio mais ainda na marca.

Me senti valorizado como cliente.

Em menos de uma semana, recebo em casa o novo kit de duas válvulas bigbyte e um hydralock


Parabéns pela CamelBak por resolver rapidamente a troca dos acessórios e pela confiança em seus clientes. Exemplo a ser seguido.

Fico mais feliz em saber que a minha marca predileta de mochilas de hidratação possui esse respeito todo por seus clientes


segunda-feira, 14 de maio de 2018

Dig Day - Arrumar as trilhas para pedalar

Você ajuda arrumar as trilhas que anda? Dá aquela força para o pessoal que deixa de pedalar um final de semana para ir tapar buraco, carregar pedra e andar pra burro no meio do mato?


Saiba que isso é fundamental, faz parte do Mountain Biking (principalmente do Enduro e do DH) e estreita os laços de amizades.

Os Dig Days (dia de cavar, em tradução literal) são famosos lá fora e a máxima é, No Dig, No Ride, ou seja, se você não ajudar a arrumar as trilhas, também não irá andar.


Precisamos criar esse costume aqui no Brasil também. Juntar a turma e ir dar aquele "talento" no local de divertimento. Arrumar aquela curva e explorar novas linhas. Isso também faz parte do treino.


Então quando você tiver a oportunidade, deixa a magrela de lado, pegue uma enxada ou uma pá e ajude os amigos! A comunidade MTB agradece


terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Carbono com os dias contados?

O nascimento de materiais novos acontece o tempo todo. Lembro muito bem da tabela periódica quando a conheci na escola e do susto que levei quando a vi recentemente. Quase uma linha inteira de novos elementos químicos.



Assim como o alumínio revolucionou o mundo com a sua descoberta, a fibra de carbono nasceu com a mesma proposta: ser um material leve, resistente e... parou aí. A palavra certa seria barato, como o alumínio ou o plástico, mas ele está longe disso. Além de caro, o processo de construção em carbono também é custoso e pouco mecanizado e isso eleva ainda mais o preço dos produtos para o consumidor final.

Com a meta de resolver esse problema, a Steelcase, uma empresa centenária de móveis de escritório, desenvolveu um polímero de alta performance (plástico) que possui as mesmas propriedades do carbono em termos de flexibilidade, maleabilidade, leveza e, principalmente, resistência com a vantagem de ser 75% mais barato.

Esse polímero promete revolucionar todo o mercado e nós da bike já ficamos com as orelhas em pé aguardando a chegada do material ao nosso mundo.

A Steelcase projetou, inicialmente, uma cadeira neste material, a SILQ. Ela preza pela simplicidade, praticidade e conforto.



Inicialmente fabricada em fibra de carbono, os engenheiros a Steelcase tiveram que desenvolver este novo polímero (ainda com a patente pendente) para reduzir os custos de produção e conseguiram. Segundo eles, a nova SILQ possui todas as características da anterior com um custo muito mais baixo.

Ficamos aguardando ansiosos os primeiros testes em bikes e quem será a primeira empresa a sair na frente.