quinta-feira, 4 de junho de 2020

Trilha em Whistler - BC Trail e Earth Circus


Duas trilhas bem técnicas. A BC Trail é uma double black diamond tendo um  drop bem sinistro no meio dela. Fazer ela com o terreno um pouco molhado como foi o nosso caso a torna ainda mais desafiadora, pois as raízes são como pedras de sabão molhado esperando para te dar aquele banho... rs
A melhor parte é a narração do nosso piloto Glauber

As filmagens foram feitas por uma GoPro Hero 7 e a Edição é da Pedivela Filmes

quarta-feira, 27 de maio de 2020

A Caloi 10 que marcou uma era


Ela surgiu em 1972 baseada no quadro da Bianchi San Remo de 10 marchas e foi a primeira bicicleta com marchas produzida e comercializada no Brasil. Durante muito tempo, a única.
Automaticamente se tornou uma referência no mercado nacional. Tanto que após um tempo, toda bicicleta com marchas era popularmente chamada de "caloi 10", mesmo não tendo necessariamente as 10 marchas ou nem sendo caloi! rs (efeito bombril).


Depois da caloi 10 surgiram alguns modelos mais simples como a caloi standart e variações de marchas em 12, 15 e 18. Surgiu também a raríssima caloi titânium ("produzida" entre 78 e 79). De qualquer forma, uma busca rápida no google fica fácil de levantar toda a história dessa bike que marcou uma época aqui no Brasil.

Já as fotos que estou publicando são exclusivas (eu as tirei) de uma bike que foi competamente restaurada pelo Rodrigo (https://www.instagram.com/rodrigo_bicycle_mecanic/) e vai para uma coleção particular! Ela realmente está linda e 100% original. Lindo trabalho









quarta-feira, 29 de abril de 2020

Trilha em Whistler - Freight Train, No Joke e Duffman



No Whistler Mountain Bike Park, essa, na minha opinião, é uma das sequências mais divertidas.
Combina trilhas técnicas com as de salto e duas cerejas fantásticas, o Drop in Clinic (até hoje lembro da sensação de descer ele a primeira vez) e o salto do contêiner que é igualmente icônico.

O salto desta filmagem foi quando o fiz pela primeira vez. Reparem que saio da trilha e aí bate aqueles 5 segundos de coragem e eu acelero. Não foi nada planejado e foi ótima a sensação de completar esse salto que foi novidade em 2019.
Infelizmente deixei o suporte um pouco frouxo e a mangueira do camelbak se soltou no meio do trajeto e não percebi, com isso o barulho na filmagem ficou chato (barulho do suporte e da mangueira batendo na câmera) e por isso acabei optando por uma música!

Fiz essa sequência no mínimo umas 5 vezes o que a tornou ainda mais divertida. Não são trilhas para iniciantes, mas qualquer ciclista que já tenha andado em trilhas técnicas como Serra do Japi e Cantareira irá tirar elas de letra

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Trilha em Whistler - Subida para a Lord of Squirrels


Antes de dizer que a trilha é fantástica, aqui eu devo desculpas para a audiência. Cometi a falha indesculpável de levar apenas uma bateria da GoPro. A subida é tão legal que acabei gastando ela só subindo. Uma pena, pois a descida é lindíssima também e muuuito divertida.
Garanto que na próxima vez eu não erro!

Bom, voltando à trilha, ela é extremamente desafiadora fisica e tecnicamente. Não é uma trilha para iniciantes e, antes que perguntem, bikes elétricas são proibidas.




O lugar é de contemplação, então fizemos a trilha com calma, levamos o dia todo apesar do tempo em movimento ter sido de quase 4hrs e tiramos muuuuitas fotos!

















Lembre que é a subida de uma montanha, então não é pra considerar a altimetria no trajeto todo e sim em METADE dele... eheheh
Esse é o maior erro da galera quando acha que vai fazer uma trilha difícil de 1500 m de altimetria em 37 km. Na verdade vai fazer 1500 m de altimetria em menos de 20 km.
O segredo é ir na calma, curtindo a paisagem, o ar que é fantástico e principalmente parando para abastecer de água nas diversas nascentes/água de degelo que encontramos. Usamos sem problema nenhum, então não precisa sair com água para todo o trajeto. Eu abasteci duas vezes e saí com 1,5 l
Levei uns 4 sanduíches, barras de cereal, bananinha e gel... usei tudo... ahahah

A trilha realmente é imperdível

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

The North Face. Built to Last my a@#$

Bom... difícil começar esse post! Confesso que esse realmente foi uma baita decepção pra mim!
Cheguei em Whistler em uma loja The North Face imensa... uma marca que admiro faz tanto tempo que nem sei. Havia comprado um tênis em um outlet e agora iria comprar uma mochila bacana e diretamente da loja.
Aqui no Brasil a mochila passa de 1000 reais. Lá no Canadá eu paguei por volta de R$ 600,00 com o dólar do cartão (outra facada), mas estava comprando uma coisa bem bacana!
A mochila Surge na cor nova de lançamento!


Fiquei bem satisfeito com a aquisição e a minha alegria só foi comparada à minha decepção duas semanas depois.
Usando um notebook e um tablet, a mochila cedeu exatamente onde cedem as tantas mochilas de má qualidade. Quase não dava para acreditar




Não me preocupei inicialmente, pois já li muitos relatos à respeito de como a marca se orgulha de ter produtos realmente duráveis e, quando algum defeito aparece, como eles são excelentes para fazer o reparo.
O ponto é que nada disso vale no Brasil. Aqui há uma representação, ou seja, uma importadora que não tem comprometimento com a marca, logo, se você não comprou deles, não são eles que irão te ajudar.
O pessoal da loja que visitei foi super educado, mas percebi que eu não era uma exceção. Mais e mais pessoas compram The North Face fora do país e simplesmente não possuem nenhum suporte aqui.

A situação piorou quando entrei em contato com a loja no Canadá que também disse que não poderia me ajudar já que eu não estava mais lá. Neste momento a decepção foi total. Fui aconselhado a buscar o escritório central na Califórnia, mas no site só tem um número de telefone e um endereço. Esse tipo de informação nos dias de hoje é realmente de quem não quer ser incomodado, pois não há um chat ou email.

Resolvi então deixar registrado não a minha zanga, mas a minha mais profunda decepção com uma marca que por anos admirei. Uma pena

Atualização: Depois de alguns meses, vários posts no Instagram o gerente da loja no Canadá entrou em contato comigo e estornou o valor pago 100%. Pediu desculpas e me convidou novamente à loja quando voltar em Whistler (pretendo fazê-lo em 2021). Fiquei contente com o desfecho, mas entendi que isso foi uma liberalidade do próprio gerente da loja e não da marca, então minha decepção com a The North Face continua, mas o atendimento realizado pelo Paul Currie foi bem bacana

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Garantia CamelBak

Hoje reclamar e contar para todo mundo quando um produto ou serviço não está de acordo com o que foi prometido, ficou fácil. Sites como o www.reclameaqui.com.br têm realmente ajudado bastante os consumidores fazendo a ponte entre as empresas e os clientes e com isso potencializando as soluções dos problemas.

O caminho ainda é longo e muitas marcas precisam aprender que não é só de vendas que elas vivem, mas também de pós-vendas. Só assim elas mantém seus clientes.

Felizmente a CamelBak é uma dessas empresas exemplares e por isso queria relatar o excelente atendimento que tive e a rápida solução para o meu problema.

A empresa possui um programa lifetime guarantee chamado Got Your Bak, ou seja, uma garantia vitalícia de seus produtos. No seu próprio site ela explica que é a garantia vitalícia para a vida útil do produto, ou seja, não é a garantia até o fim da sua ou da minha vida! rs

Ela  ainda pede para que você seja justo ao decidir se há um problema de fato ou o produto chegou ao fim da sua vida útil.

Eu sou muito fã da marca. Tenho, além de duas garrafas térmicas, 3 mochilas de hidratação com 3 hidrabags e isso há pelo menos uns 5 anos com uso frequente.

Reparei que em duas das mochilas, tive problemas na válvula big byte que começou a vazar. Um dos  hydrolocks teve a trava amarela trincada e isso durante o seu uso normal.

Entrei em contato pelo site (https://www.camelbak.com/en/our-values/got-your-bak) e abri um processo de garantia muito simples, intuitivo e rápido.

Em alguns dias uma pessoa aqui no Brasil me mandou um e-mail perguntando o que ocorreu. Descrevi para eles o uso, o tempo e o que ocorreu e eles simplesmente me enviaram as peças que eu solicitei sem enrolação, pedidos de nota fiscal ou envio do produto para avaliação.

Confiaram em mim (agradeço muito por isso) e resolveram o problema! Eu agora confio mais ainda na marca.

Me senti valorizado como cliente.

Em menos de uma semana, recebo em casa o novo kit de duas válvulas bigbyte e um hydralock


Parabéns pela CamelBak por resolver rapidamente a troca dos acessórios e pela confiança em seus clientes. Exemplo a ser seguido.

Fico mais feliz em saber que a minha marca predileta de mochilas de hidratação possui esse respeito todo por seus clientes


segunda-feira, 14 de maio de 2018

Dig Day - Arrumar as trilhas para pedalar

Você ajuda arrumar as trilhas que anda? Dá aquela força para o pessoal que deixa de pedalar um final de semana para ir tapar buraco, carregar pedra e andar pra burro no meio do mato?


Saiba que isso é fundamental, faz parte do Mountain Biking (principalmente do Enduro e do DH) e estreita os laços de amizades.

Os Dig Days (dia de cavar, em tradução literal) são famosos lá fora e a máxima é, No Dig, No Ride, ou seja, se você não ajudar a arrumar as trilhas, também não irá andar.


Precisamos criar esse costume aqui no Brasil também. Juntar a turma e ir dar aquele "talento" no local de divertimento. Arrumar aquela curva e explorar novas linhas. Isso também faz parte do treino.


Então quando você tiver a oportunidade, deixa a magrela de lado, pegue uma enxada ou uma pá e ajude os amigos! A comunidade MTB agradece


terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Carbono com os dias contados?

O nascimento de materiais novos acontece o tempo todo. Lembro muito bem da tabela periódica quando a conheci na escola e do susto que levei quando a vi recentemente. Quase uma linha inteira de novos elementos químicos.



Assim como o alumínio revolucionou o mundo com a sua descoberta, a fibra de carbono nasceu com a mesma proposta: ser um material leve, resistente e... parou aí. A palavra certa seria barato, como o alumínio ou o plástico, mas ele está longe disso. Além de caro, o processo de construção em carbono também é custoso e pouco mecanizado e isso eleva ainda mais o preço dos produtos para o consumidor final.

Com a meta de resolver esse problema, a Steelcase, uma empresa centenária de móveis de escritório, desenvolveu um polímero de alta performance (plástico) que possui as mesmas propriedades do carbono em termos de flexibilidade, maleabilidade, leveza e, principalmente, resistência com a vantagem de ser 75% mais barato.

Esse polímero promete revolucionar todo o mercado e nós da bike já ficamos com as orelhas em pé aguardando a chegada do material ao nosso mundo.

A Steelcase projetou, inicialmente, uma cadeira neste material, a SILQ. Ela preza pela simplicidade, praticidade e conforto.



Inicialmente fabricada em fibra de carbono, os engenheiros a Steelcase tiveram que desenvolver este novo polímero (ainda com a patente pendente) para reduzir os custos de produção e conseguiram. Segundo eles, a nova SILQ possui todas as características da anterior com um custo muito mais baixo.

Ficamos aguardando ansiosos os primeiros testes em bikes e quem será a primeira empresa a sair na frente.

domingo, 21 de janeiro de 2018

Trilha em Piracaia


Esse sábado fomos em uma trilha muito legal em Piracaia. uma cidade com cerca de 30 mil habitantes à cerca de 90 km de São Paulo.
Cercada por morros de todos os lados, a única certeza que eu tinha é que iríamos subir muito.
Apesar do trajeto que fizemos ser pequeno (23 km) e com uma altimetria baixa (cerca de 700 m), a trilha está longe de ser fácil, pois quase toda essa altimetria acontece até o km 8, ou seja, é casca!



Tivemos trechos com 21º e 31º. Mesmo assim a turma não esmoreceu e seja empurrando ou pedalando, todos chegaram lá em cima sem reclamações.
É claro que o visual compensou!




A trilha acontece quase que 100% dentro de fazendas. Passamos algumas porteiras e encontramos trabalhadores ao longo do percurso e isso exige respeito e deixar tudo como encontramos (nenhum lixo e porteiras fechadas, por exemplo).
Vencida a subida, chegou a hora da diversão.
A descida é bacana. Alguns trechos técnicos e sobre pedras dão aquele ar de enduro que adoramos e mesmo sendo trechos curtos, foram muito divertidos. Como choveu muito no dia anterior, encontramos bastante lama e alguns trechos estavam mais escorregadios que outros. Como ninguém se estabacou, a diversão foi plena!

Aqui a sujeira da bike...

... provando que foi divertido.

A cereja do bolo é a parada obrigatória na Represa para um delicioso banho revigorante.






Fim do pedal, seguimos para um restaurante local, Taiada, com uma comida muito boa, preço honesto, local agradável, mas um péssimo serviço. Pelo menos o inexperiente garçom que nos atendeu realmente não nasceu para a coisa. Mesmo assim, a conversa foi gostosa, as risadas intensas e a certeza que felicidade e bike rimam muito mais do que parecem!



Aqui o Relive da Trilha

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Balanço de 2017. E que venha 2018

Foto: @Eduardo Gushiken

Mais um ano se passou! Mais quilômetros eu percorri, menos que eu gostaria, é verdade, mas foram intensos e verdadeiros. Vivi cada metro percorrido. Caí e levantei. Ri muito e às vezes quase chorei.
Algumas peças se foram para sempre dando lugar para peças novas em folha. Melhores? Piores? Não sei, apenas diferentes.
À frente só vejo mais quilômetros a serem trilhados, rock gardens a serem vencidos e RPs a serem conquistados. Trilhas diferentes ou iguais, o mais importante é que as farei com garra e dando sempre o meu melhor!
Obrigado 2017! e 2018.... pode vir. Eu estou pronto!