segunda-feira, 2 de setembro de 2019

The North Face. Built to Last my a@#$

Bom... difícil começar esse post! Confesso que esse realmente foi uma baita decepção pra mim!
Cheguei em Whistler em uma loja The North Face imensa... uma marca que admiro faz tanto tempo que nem sei. Havia comprado um tênis em um outlet e agora iria comprar uma mochila bacana e diretamente da loja.
Aqui no Brasil a mochila passa de 1000 reais. Lá no Canadá eu paguei por volta de R$ 600,00 com o dólar do cartão (outra facada), mas estava comprando uma coisa bem bacana!
A mochila Surge na cor nova de lançamento!


Fiquei bem satisfeito com a aquisição e a minha alegria só foi comparada à minha decepção duas semanas depois.
Usando um notebook e um tablet, a mochila cedeu exatamente onde cedem as tantas mochilas de má qualidade. Quase não dava para acreditar




Não me preocupei inicialmente, pois já li muitos relatos à respeito de como a marca se orgulha de ter produtos realmente duráveis e, quando algum defeito aparece, como eles são excelentes para fazer o reparo.
O ponto é que nada disso vale no Brasil. Aqui há uma representação, ou seja, uma importadora que não tem comprometimento com a marca, logo, se você não comprou deles, não são eles que irão te ajudar.
O pessoal da loja que visitei foi super educado, mas percebi que eu não era uma exceção. Mais e mais pessoas compram The North Face fora do país e simplesmente não possuem nenhum suporte aqui.

A situação piorou quando entrei em contato com a loja no Canadá que também disse que não poderia me ajudar já que eu não estava mais lá. Neste momento a decepção foi total. Fui aconselhado a buscar o escritório central na Califórnia, mas no site só tem um número de telefone e um endereço. Esse tipo de informação nos dias de hoje é realmente de quem não quer ser incomodado, pois não há um chat ou email.

Resolvi então deixar registrado não a minha zanga, mas a minha mais profunda decepção com uma marca que por anos admirei. Uma pena

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Garantia CamelBak

Hoje reclamar e contar para todo mundo quando um produto ou serviço não está de acordo com o que foi prometido, ficou fácil. Sites como o www.reclameaqui.com.br têm realmente ajudado bastante os consumidores fazendo a ponte entre as empresas e os clientes e com isso potencializando as soluções dos problemas.

O caminho ainda é longo e muitas marcas precisam aprender que não é só de vendas que elas vivem, mas também de pós-vendas. Só assim elas mantém seus clientes.

Felizmente a CamelBak é uma dessas empresas exemplares e por isso queria relatar o excelente atendimento que tive e a rápida solução para o meu problema.

A empresa possui um programa lifetime guarantee chamado Got Your Bak, ou seja, uma garantia vitalícia de seus produtos. No seu próprio site ela explica que é a garantia vitalícia para a vida útil do produto, ou seja, não é a garantia até o fim da sua ou da minha vida! rs

Ela  ainda pede para que você seja justo ao decidir se há um problema de fato ou o produto chegou ao fim da sua vida útil.

Eu sou muito fã da marca. Tenho, além de duas garrafas térmicas, 3 mochilas de hidratação com 3 hidrabags e isso há pelo menos uns 5 anos com uso frequente.

Reparei que em duas das mochilas, tive problemas na válvula big byte que começou a vazar. Um dos  hydrolocks teve a trava amarela trincada e isso durante o seu uso normal.

Entrei em contato pelo site (https://www.camelbak.com/en/our-values/got-your-bak) e abri um processo de garantia muito simples, intuitivo e rápido.

Em alguns dias uma pessoa aqui no Brasil me mandou um e-mail perguntando o que ocorreu. Descrevi para eles o uso, o tempo e o que ocorreu e eles simplesmente me enviaram as peças que eu solicitei sem enrolação, pedidos de nota fiscal ou envio do produto para avaliação.

Confiaram em mim (agradeço muito por isso) e resolveram o problema! Eu agora confio mais ainda na marca.

Me senti valorizado como cliente.

Em menos de uma semana, recebo em casa o novo kit de duas válvulas bigbyte e um hydralock


Parabéns pela CamelBak por resolver rapidamente a troca dos acessórios e pela confiança em seus clientes. Exemplo a ser seguido.

Fico mais feliz em saber que a minha marca predileta de mochilas de hidratação possui esse respeito todo por seus clientes


segunda-feira, 14 de maio de 2018

Dig Day - Arrumar as trilhas para pedalar

Você ajuda arrumar as trilhas que anda? Dá aquela força para o pessoal que deixa de pedalar um final de semana para ir tapar buraco, carregar pedra e andar pra burro no meio do mato?


Saiba que isso é fundamental, faz parte do Mountain Biking (principalmente do Enduro e do DH) e estreita os laços de amizades.

Os Dig Days (dia de cavar, em tradução literal) são famosos lá fora e a máxima é, No Dig, No Ride, ou seja, se você não ajudar a arrumar as trilhas, também não irá andar.


Precisamos criar esse costume aqui no Brasil também. Juntar a turma e ir dar aquele "talento" no local de divertimento. Arrumar aquela curva e explorar novas linhas. Isso também faz parte do treino.


Então quando você tiver a oportunidade, deixa a magrela de lado, pegue uma enxada ou uma pá e ajude os amigos! A comunidade MTB agradece


terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Carbono com os dias contados?

O nascimento de materiais novos acontece o tempo todo. Lembro muito bem da tabela periódica quando a conheci na escola e do susto que levei quando a vi recentemente. Quase uma linha inteira de novos elementos químicos.



Assim como o alumínio revolucionou o mundo com a sua descoberta, a fibra de carbono nasceu com a mesma proposta: ser um material leve, resistente e... parou aí. A palavra certa seria barato, como o alumínio ou o plástico, mas ele está longe disso. Além de caro, o processo de construção em carbono também é custoso e pouco mecanizado e isso eleva ainda mais o preço dos produtos para o consumidor final.

Com a meta de resolver esse problema, a Steelcase, uma empresa centenária de móveis de escritório, desenvolveu um polímero de alta performance (plástico) que possui as mesmas propriedades do carbono em termos de flexibilidade, maleabilidade, leveza e, principalmente, resistência com a vantagem de ser 75% mais barato.

Esse polímero promete revolucionar todo o mercado e nós da bike já ficamos com as orelhas em pé aguardando a chegada do material ao nosso mundo.

A Steelcase projetou, inicialmente, uma cadeira neste material, a SILQ. Ela preza pela simplicidade, praticidade e conforto.



Inicialmente fabricada em fibra de carbono, os engenheiros a Steelcase tiveram que desenvolver este novo polímero (ainda com a patente pendente) para reduzir os custos de produção e conseguiram. Segundo eles, a nova SILQ possui todas as características da anterior com um custo muito mais baixo.

Ficamos aguardando ansiosos os primeiros testes em bikes e quem será a primeira empresa a sair na frente.

domingo, 21 de janeiro de 2018

Trilha em Piracaia


Esse sábado fomos em uma trilha muito legal em Piracaia. uma cidade com cerca de 30 mil habitantes à cerca de 90 km de São Paulo.
Cercada por morros de todos os lados, a única certeza que eu tinha é que iríamos subir muito.
Apesar do trajeto que fizemos ser pequeno (23 km) e com uma altimetria baixa (cerca de 700 m), a trilha está longe de ser fácil, pois quase toda essa altimetria acontece até o km 8, ou seja, é casca!



Tivemos trechos com 21º e 31º. Mesmo assim a turma não esmoreceu e seja empurrando ou pedalando, todos chegaram lá em cima sem reclamações.
É claro que o visual compensou!




A trilha acontece quase que 100% dentro de fazendas. Passamos algumas porteiras e encontramos trabalhadores ao longo do percurso e isso exige respeito e deixar tudo como encontramos (nenhum lixo e porteiras fechadas, por exemplo).
Vencida a subida, chegou a hora da diversão.
A descida é bacana. Alguns trechos técnicos e sobre pedras dão aquele ar de enduro que adoramos e mesmo sendo trechos curtos, foram muito divertidos. Como choveu muito no dia anterior, encontramos bastante lama e alguns trechos estavam mais escorregadios que outros. Como ninguém se estabacou, a diversão foi plena!

Aqui a sujeira da bike...

... provando que foi divertido.

A cereja do bolo é a parada obrigatória na Represa para um delicioso banho revigorante.






Fim do pedal, seguimos para um restaurante local, Taiada, com uma comida muito boa, preço honesto, local agradável, mas um péssimo serviço. Pelo menos o inexperiente garçom que nos atendeu realmente não nasceu para a coisa. Mesmo assim, a conversa foi gostosa, as risadas intensas e a certeza que felicidade e bike rimam muito mais do que parecem!



Aqui o Relive da Trilha

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Balanço de 2017. E que venha 2018

Foto: @Eduardo Gushiken

Mais um ano se passou! Mais quilômetros eu percorri, menos que eu gostaria, é verdade, mas foram intensos e verdadeiros. Vivi cada metro percorrido. Caí e levantei. Ri muito e às vezes quase chorei.
Algumas peças se foram para sempre dando lugar para peças novas em folha. Melhores? Piores? Não sei, apenas diferentes.
À frente só vejo mais quilômetros a serem trilhados, rock gardens a serem vencidos e RPs a serem conquistados. Trilhas diferentes ou iguais, o mais importante é que as farei com garra e dando sempre o meu melhor!
Obrigado 2017! e 2018.... pode vir. Eu estou pronto!




terça-feira, 21 de novembro de 2017

O que é o Enduro?

A origem da primeira bicicleta é algo muito debatido e existem várias teorias. Desde um projeto chinês de 2500 anos, passando por Leonardo da Vinci até o alemão Karl von Drais que, em 1817, desenhou o que muitos consideram ser a primeira bicicleta do mundo, a Draisiana.
Sendo esta a teoria mais aceita, em 2017 comemoramos 200 anos de invenção da nossa querida bike.
Desde seu nascimento, a evolução das bicicletas foi incrível. Nos últimos 15 anos, o emprego de novos materiais como carbono, alumínio e até plástico transformou completamente tanto a aparência quanto o desempenho das "magrelas".

Temos hoje bicicletas que atendem uma vasta gama de público e finalidades. Do lazer ao trabalho. Pensando em esporte, as bicicletas foram divididas em inúmeras categorias com características marcantes e completamente diferentes entre si.

Uma das categorias novas e que mais cresce no mundo é o Enduro.
O enduro cresce entre os ciclistas, pois consegue reunir tanto desafios técnicos durante as decidas quanto desafios físicos nas subidas, já que, ao contrário do DownHill, o atleta não será levado ao topo das montanhas por um teleférico ou um caminhão para só descer. No Enduro o trajeto é feito pedalando sempre.

Uma boa trilha de enduro reúne obstáculos naturais nas decidas como pedras, raízes e buracos deixando as trilhas mais excitantes. Os endureiros precisam combinar técnica e preparo físico para conseguirem completar todo o trajeto que normalmente gira em torno de 40 km.


As bicicletas de Enduro são desenhadas para ter um excelente desempenho nas descidas e um desempenho satisfatório nas subidas. Sua principal característica é possuir duas suspensões: a traseira (shox) e a dianteira que variam de 140 a 180 mm de tamanho.


Outro acessório fundamental para quem pratica o enduro é o dropper seatpost. Um dispositivo que quando acionado pode baixar o banco automaticamente e com isso ajudar no posicionamento do atleta sobre a bike durante as decidas e, quando solicitado, rapidamente voltar o selim à posição original, fundamental para o atleta em uma subida.



O Enduro é considerado por muitos como a modalidade mais completa já que exige um nível técnico elevado para passar pelos obstáculos nas decidas e um ótimo preparo físico para conseguir manter o desempenho também nas subidas. Muitos atletas de outras modalidades como XC, XCO (ver quadro) ou mesmo Speed (bicicletas de estrada) já confessaram que praticam enduro como modalidade de treino para melhorarem em suas categorias.

A região de Campinas e Jundiaí é rica em trilhas com diversos níveis técnicos que agradam dos iniciantes aos profissionais. Diversos campeonatos já foram disputados nas trilhas de Joaquim Egídio. No Parque Ecológico é possível desfrutar de alguns trechos técnicos bem interessantes. Lá é ideal para quem quer começar na modalidade;

O quadro abaixo ilustra as principais modalidades do MTB e suas características mais marcantes.

MTB - Mountain Bike
Modalidade Características da Bike Características da Trilha
XC - Cross Country Leves
1 suspensão de até 120 mm
Longas (acima de 50 km)
Estrada de terra
Pouco ou nenhum obstáculo
XCO - Cross Country Olímpico Leves
Geralmente 1 suspensão de até 120 mm
Provas em circuitos de terra
Presença de obstáculos como pedras e buracos
Enduro Bikes mais pesadas (a partir de 12kg
2 suspensões de pelo menos 140 mm
Dropper seatpost
Distância variável, mas normalmente até 45 km
Trilhas dentro de fazendas com obstáculos naturais de todo o tipo
Uso de joelheiras e capacetes fechados
DownHill

Bikes pesadas (entre 16 e 20 kg)
2 suspensões de longo curso (acima de 200 mm)
Banco sempre baixo


Pistas confeccionadas com rampas, muitas pedras e raízes
Uso de joelheiras e capacetes fechados
Essa é uma bicicleta de XC, também conhecida como "hard tail"
E essa uma de DownHill, ou simplesmente, DH
Como todo o esporte radical, o Enduro oferece risco real à saúde do atleta em caso de quedas e por isso é fundamental o uso de equipamentos de proteção como capacete, luvas e joelheiras. O que é unânime entre seus praticantes é que a diversão é 100% garantida

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

O que é melhor? Rodas 26, 27.5 ou 29?

O assunto não é novo e a polêmica está longe de acabar.
O assunto sempre renasce nas redes sociais quando algum novo post fazendo qualquer tipo de comparação surge. O último foi esse aqui:

Normalmente esses posts desencadeiam discussões intermináveis, muitos termos técnicos e bastante achismo.
Olhando apenas para o mundo "for fun", pois não tenho background nenhum para opiniar no âmbito profissional, o que posso dizer é que a diferença entre os tamanhos de rodas são bem pequenas para os ciclistas amadores e entusiastas da bike.
Saí de uma 26 para uma 27.5 (mesma marca e mesmo modelo) e realmente não senti diferença na 1,5" a mais na roda.
Já andei de 29" e não gostei muito, mas tenho certeza que foi uma impressão totalmente pessoal, até por que curto o estilo enduro e a bike 29" que rodei era mais apropriada para XC.

Então fica a dica. O que vale é a diversão, é comprar a bike que você acha legal e que caiba no seu bolso.
Infelizmente quase não se acham 26 novas para comprar e as principais marcas estão com foco em 27,5 e 29.

Um amigo me questionou sobre qual seria sua decisão entre uma bike 27,5 nova de alumínio ou uma nomad 26 usada de carbono, eu não tive dúvidas, Nomad de Carbono e hoje após dois anos ele está super feliz com a decisão.

Então o ponto é, pare de se preocupar com detalhes. Acorde cedo e vá pedalar. Divirta-se, treine, faça os upgrades que seu dinheiro permitir (upgrade é só alegria, fala a verdade?!rs) e diminua o mimimi.

Se seu grupo anda de 29, compre uma 29 e seja feliz. O mesmo vale para qualquer outro tamanho de roda.
Se você tem aquela 26 surrada e que está dando conta, ótimo! continue pedalando

Não vale à pena trocar a bike só por causa disso.
A prova da diversão é o vídeo abaixo. Nem 26, nem 27.5 e nem 29. O esquema é se divertir com 3"



segunda-feira, 16 de outubro de 2017

A importância do Capacete

Algumas coisas parecem óbvias e algumas pessoas insistem em desafiar a sorte.
O uso de capacete "DE QUALIDADE" durante a pedalada é um desses casos. Já vi inúmeras situações em que capacetes salva a vida de amigos.
Como exemplos seguem só aquelas que eu resolvi escrever sobre ao longo dos meus 18 anos de pedal em trilha
http://www.moscajustforfun.com.br/2014/12/salvo-pelo-capacete.html
http://www.moscajustforfun.com.br/2012/01/acidente-serio-no-observatorio.html

Esse último foi bem sério
Tivemos um caso que poderia ter sido bem mais grave se não fosse o uso correto de um capacete de qualidade. Olha como ficou o Specialized Ambush






Nosso companheiro passou pelo guidão e achou uma árvore. Impressionante que alguns segundos depois ele estava de pé completamente lúcido. Ufa!
Nas fotos acima dá para ver como o capacete se partiu em diversos pontos dissipando a energia do impacto. Sei que é duro perder um capacete tão caro, mas muito pior perder a própria cabeça!
No nosso amigo apenas marcas superficiais


Vale muito à pena investir em equipamento de segurança de qualidade. Capacete e luvas são fundamentais para nos proteger durante quedas que são inevitáveis.
Ele não estava muito rápido até por que o trecho não permite, mas voou de cabeça na árvore conhecida como maminha de porca por ter espinhos monstruosos.


Não dá para vacilar! Fica a dica!



domingo, 20 de agosto de 2017

Bikxi, o UBER de bike

Nessa sexta-feira passada, dia 18/08 conheci pessoalmente um novo e inovador serviço de locomoção em São Paulo. O Bikxi (lê-se baicsi).
Ele está na sua fase de pré-lançamento e com isso concedendo de graça a experiência de se locomover em São Paulo de um jeito totalmente diferente e divertido.


Os trajetos são limitados à trajetos com ciclofaixas como a Faria Lima e Berrine e a Av Paulista.
Você baixa o App disponível para android e IOS e chama o seu "ciclo driver".

Falando um pouco da bicicleta, ela possui sistemas independentes de relação, o que faz com que o passageiro opte por pedalar e ajudar ou simplesmente curtir o passeio.


O piloto, altamente treinado segundo a própria Bikxi, conta com a ajuda de um motor elétrico de 600w e não passa de 25 km/h para que o passageiro não sinta qualquer desconforto ou medo durante seu traslado.

Conheci o Murilo, um rapaz descolado que me explicou os detalhes do sistema e da bike, matando à minha curiosidade


É uma ideia bacana e tem tudo para dar certo em uma cidade como São Paulo que aceita qualquer disrupção de ideias e paradigmas.

Vou pegar uma carona qualquer dia e gravo um video da experiência!