quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Carregar bike na caçamba

Transportar a bike no carro é sempre um dilema, ainda mais para aqueles que estão sempre levando a amada magrela em suas viagens.
Eu já tive algumas pick ups e já transportei bike em sedans, hatchs e SUVs, então quero passar a minha experiência pessoal do que foi melhor em cada uma que tive.
Pessoalmente não gosto de colocar a bike no teto do carro pelo simples fato de eu ser muuuuito desligado e com toda certeza, cedo ou tarde, eu enfiaria a bike em qualquer teto de garagem ou árvore pela rua.
Então a meta aqui é não usar o teto do carro.
Para quem tem qualquer veículo que não possua caçamba, o suporte que mais gostei, mais simples e que reduz bastante o risco de se estragar o carro é o de engate.

Seja o modelo mais simples aí em cima com preço por volta de R$ 150,00 (eu tenho um desses) ou o mega ultra blaster Thule aqui embaixo (que custa por volta de R$ 2000,00), esse foi o estilo de suporte que mais gostei.

É fácil de colocar no carro, fácil de tirar e transporta a bike com segurança. Ele é ideal para até duas bikes. Existem modelos para 3 e são bem específicos. Nesse caso recomendo usar sempre as fitas de apoio (com uma bike só eu nunca uso) que evitam que ele balance. Sempre que compro um carro, colocar o engate é a primeira coisa que faço. Assim nunca fico sem opção de carregar a magrela.
O ponto ruim é exatamente esse, além do custo do suporte, você necessariamente precisa ter o engate, que pode variar de R$ 250,00 até R$ 1000,00 dependendo do modelo e da loja que você instala.
Existem duas marcas que gosto bastante e nunca me deram problemas. A Multi e a Enforth.
Algumas lojas sugerem você colocar o engate reforçado para transportar bike. Eu sempre usei o simples (e sempre carreguei até duas bikes) e também não tive problemas.
Verifiquem a legislação, a questão da placa adicional (principalmente em caso de viagem) e a largura do veículo.
A bike não pode extrapolar a largura do carro.

Quem não tem engate no carro, pode usar os suportes que prendem direto na lataria, eu não gosto e usei-os somente em caso de emergência.
Agora vamos às pickups. Essas sim são a minha paixão e nas que passei mais tempo transportando bikes.
Para as pickups menores com caçamba grande, tipo saveiro ou montana, o melhor jeito é colocando a bike e prendendo com elásticos de moto o guidão lateralmente dos dois lados. Infelizmente não tirei foto da época para mostrar, mas de todos os jeitos que tentei, usando os elásticos era a forma mais rápida e fácil de colocar a bike na caçamba sem tirar as rodas dianteiras.
É claro que existem outros jeitos:




Vai do gosto do freguês e de quanto você está disposto a gastar. Eu tento sempre não tirar a roda da bike.
Aqueles que põe suporte de teto na caçamba levam a vantagem e poder usar todo o espaço abaixo das bikes para malas, por exemplo. Então para viagem é legal. O problema é que a bike também fica alta, então para os galhos e entradas de garagens mais baixas, ela pode pegar em cima e é preciso ficar atento a isso.

Para as pickups de cabine estendida como a Strada e a nova Saveiro, transportar bikes fica muito mais fácil. Elas cabem certinho na diagonal e duas bikes é moleza de encaixar.
Abaixo está uma SPARK 29 tamanho M. A segunda bike, fica também na diagonal em sentido contrário à primeira e aí é só usar elásticos prendendo no canote do banco.
Para duas bikes uso 4 elásticos.



Aqui uma trek tamanho 19,5"


Nessa foto abaixo, duas bikes tamanho L. Coloquei uma delas no suporte em cima do teto sem a roda dianteira. Reparem na altura que ela fica a mais que a Strada e a outra mantive na diagonal.
Para o suporte de teto, nada demais. Comprei um rack comum específico para a strada e parafusei nele os suporte de blocagem.


Se a sua bike for thru axle é possível usar um adaptador como esse da Thule.
Desta forma você fica com a opção de blocagem e Thru Axle. Confesso que mandei fazer o meu e gastei R$ 15,00

Para mais de duas bikes, a melhor forma é essa:

Aqui couberam 4 bikes e mais 5 marmanjos. O único acessório foi uma lona de borracha para evitar que as suspensões estragassem o carro. Na emergência, os tapetes fazem muito bem esse papel.
Não preciso dizer que isso aí é quebra galho. A placa não aparece e com isso o transporte está irregular. Na cidade nunca tive problemas, mas não recomendo ninguém viajar assim.

Nas caminhonetes maiores como Hilux e L200, o espaço a mais pode atrapalhar um pouco o sistema com os elásticos de moto. Na cabine estendida, a bike encaixa na diagonal, já na caçamba maior ela fica solta, necessitando amarrar os elásticos com mais cuidado..

Quando transporto apenas 1 bike, ela vai na diagonal e fica assim:




Como normalmente transporto duas bikes, o esquema da diagonal não ficou bom e resolvi copiar umas ideias de uns amigos do DH fazendo um suporte. Também não quis apoiar a bike na tampa do carro, pois a caçamba da Hilux é mais rasa que a da Strada.


Reparem que nesse caso a placa fica abaixo das rodas e com isso não atrapalha. Já fiz algumas viagens e não tive problemas. Em uma eventualidade com algum policial rodoviário, as rodas da frente podem ser removidas e as bikes acomodadas totalmente dentro da caçamba usando à lona de borracha para evitar riscos entre elas.
Agora vamos aos detalhes do suporte:
1 - Primeiro cortei dois canos que receberam um gancho soldado com a exata medida do gancho original da pickup. Não vou colocar as medidas aqui, pois isso irá variar de carro para carro, então melhor medir você mesmo para evitar erros.

Esse gancho serve para prender o suporte na caçamba e como gancho para prender carga, já que o original foi retirado.
Nesse suporte, também foi adaptado uma trava padrão borboleta como mostra a foto. Isso permitirá que você tire a trave ou mesmo regule a altura dependendo do tipo de bike a transportar (MTB ou DH).
Eu envolvi o suporte em uma câmara de ar velha. Isso evita riscos na bike caso ela venha a bater nele no momento da colocação.

Aqui um detalhe do suporte já com a trave. Basicamente dois canos de aço com diâmetros diferentes.

A preparação da trave foi simples. Envolvi ela com uma espuma de ar condicionado e depois com câmara de ar. Isso vai evitar os riscos nas bikes.


Com excesso de zelo, eu ainda uso um macarrão de piscina cortado na hora de apoiar a querida magrela sobre a trave. Depois prendo ela com elástico de moto. Esse elástico tem duas funções básicas. A primeira prender a bike mesmo e evitar que ela pule ao passar em um buraco ou lombada, isso poderia causar um amassado no downtube.
A segunda é por segurança. A bike solta na caçamba pode ser facilmente retirada quando você está em um semáforo. Já amarrada não.


 O resultado final fica assim:




Ainda pensando em segurança, Tenho um cabo de aço que posso passar pelo quadro e pelas rodas de todas as bikes e fechá-lo com cadeado. Isso ajudaria no caso de deixar o carro estacionado na frente ao restaurante ou algo do gênero (já ocorreu).
Mesmo assim, não me sinto confortável e prefiro não deixar o carro longe dos olhos.
Espero que as dicas tenha ajudado. Até o próximo post.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

SPAventura Ecolodge, um lugar para a família

Acho que devem existir pouquíssimas pessoas no mundo que não gostam de viajar e conhecer novos locais.
Eu não tenho nenhum amigo assim, muito pelo contrário. Meus amigos são viciados em viagens.
Eu adoraria ter tempo e dinheiro para viajar mais. Adoro conhecer pessoas, lugares e fotografar. Fotografar tudo, todos e qualquer coisa.
Um final de semana fora rendem 1200 imagens... uma delícia.
Este final de semana, conhecemos um local excelente próximo à São Paulo, logo ali em Ibiúna.
O SPAventura.

Trata-se de um Hotel no meio do mato, cercado pela belíssima mata Atlântica repleta de pássaros, cachoeiras, lagos e tudo o mais que um eco louco como eu precisa para passar um final de semana rejuvenescedor.

O conceito do hotel em ser ecologicamente correto e auto-sustentável é excelente.
Quase tudo nele é feito com materiais reaproveitados como madeira de demolição (que cá para nós está super na moda e caríssima), compensados e aglomerados.
Outra coisa interessante é o material que é usado nos telhados. É uma espécie de manta asfáltica com uma camada de pedrinhas. Praticamente tudo é coberto com esse material muito eficiente contra chuva, sol e ecologicamente correto. Vou descobrir o que é.

Os chalés do hotel são amplos e confortáveis.





Ficamos no Master, que acomoda muito bem 4 pessoas.
O bom gosto está por toda parte. Como o complexo possui menos de 1 ano de idade (inaugurado em março de 2014), é tudo muito novo, muito limpo e aconchegante.
O que realmente senti falta foi de um ar condicionado no quarto. Estamos batendo recordes de temperatura por todo o Brasil e em Ibiúna, mesmo envolto em tanta vegetação, o calor não deu trégua.
Durante o dia era impossível ficar dentro do chalé mesmo com as janelas abertas e ventilador de teto ligado. Tudo bem que ninguém queria ficar no chalé com tantas atividades externas, mas mesmo à noite, o calor era grande. A temperatura começava a ficar boa na madrugada e alguns conseguiram sentir frio no início da manhã (até às 8h00 somente).


Assim como os chalé, as áreas comuns seguem o mesmo padrão de extremo bom gosto e ideias arquitetônicas e de decoração diferentes. Desde à cobertura, que leva dos chalés até o restaurante. passando pela área de estar e à piscina (que são todos integrados).




 

Aqui embaixo uma linda mesa apoiada em rodas de bikes antigas. Não é muito prática, pois balança, mas o impacto visual compensa.







Antes de falar das atividades outdoor, vamos falar um pouco dos "comes".
O esquema do hotel é pensão completa, onde, durante o horário das refeições, comida e bebidas não alcoólicas estão inclusos no pacote. São quatro refeições diárias (café, almoço, chá da tarde e jantar) extremamente bem servidas e requintadas.
Não existem pratos básicos. Tirando o arroz branco e o feijão, todo o resto é trabalhado nos detalhes.
Pratos padrões como filet à parmegiana ou um fricassê de frango são saborosíssimos.
As saladas sempre com temperos diferentes para se escolher e com a vantagem de serem 100% produzidas na própria fazenda do hotel, ou seja, seguindo o viés orgânico, a alimentação, além de gostosa, é muito mais saudável.
Morango, manga, mamões completam as sobremesas light. É claro que também são servidos pudins, brigadeiros e um maravilhoso merengue de morango (não percam esse).
A falha achei no suco natural. Não estava em um recipiente térmico, ficando apenas à cargo do gelo baixá-lo da temperatura ambiente (mais de 30 graus). Gostaria de pelo menos mais uma opção de suco na mesma refeição. Prefiro os sucos aos refrigerantes, mas dada à temperatura e à falta de opções de alguns dias (não tomo suco de abacaxi, por exemplo), acabei apelando para velha coca-cola geladíssima.

Olhando à sua volta, nota-se que o primor da decoração chama à atenção. Realmente não economizaram!







Para a parte "aventura" do hotel, existem algumas opções muito diferentes.
A primeira é a clássica caminhada por trilhas pela mata e a exuberância da natureza faz o seu papel de deixar os visitantes extasiados.









Algumas trilhas são mais fechadas, outras um pouco mais abertas, mas todas trilhas tranquilas de serem feitas. Há diversas cachoeiras (pequenas, é verdade) ao longo dessas trilhas e com aquela água gelada característica. Basta um banho para qualquer calor desaparecer imediatamente do seu corpo. Confesso que a sensação de frio estava um pouco esquecida e foi bom "revê-la".

Outros atrativos do hotel são as tirolesas. Duas. Uma mais curta e rápida, podendo alcançar até 80 km/h dependendo do peso do praticante e outra mais lenta e longa. São aproximadamente 600 m de comprimento e 250 m de altura. Infelizmente a tirolesa não faz parte do pacote da estadia e são cobrados R$ 80,00 por pessoa.
A vista é incrível. Essa é a visão da plataforma mais baixa da tirolesa maior.

Tem ainda as trilhas de bike, que recomendo fortemente.
As bikes do hotel não são, como normalmente são, péssimas e em mal estado. Precisam sim de alguma manutenção, ajustes em marchas e muuuuito lubrificante, mas estão totalmente adequadas ao tipo de passeio que será feito e ao público médio esperado.
Conjunto Alivio/Acera dá conta do recado.

Ainda são fornecidos capacetes e luvas (uso obrigatório).
Para os mais insanos, a dica é levar sua própria bike e seus equipamentos para curtir as trilhas.
Fazer o passeio com os demais hóspedes pode ser legal e divertido, mas são trilhas de até 8 km sem grandes desafios. Em minha próxima estadia vou agendar um passeio solo e rodar pelo menos uns 30 km conhecendo todas as passagens e caminhos de uma vez só.

Indo para o lado aquático do complexo, é no lago artificial que a brincadeira muda.
A sensação é o stand up paddle, o duck (alguns ainda chamam de caiaque) e uma slack line diferente, mais ao estilo baiana do exército.
Todos eles rendem ótimas risadas e muita diversão.




Há também a possibilidade de fazer uma cavalgada (também não inclusa no pacote de estadia) e conhecer diversas trilhas à galope.


Para os mais fanáticos por fazenda, ainda é possível acompanhar a ordenha da vaca, às 6h00 da manhã. Confesso que essa experiência eu passei!

A proposta do hotel é 100% de autossuficiência.
Graças a caríssimos painéis fotovoltaicos, muita da energia gasta no complexo é produzida ali mesmo e na baixa estação, até energia para a rede pública eles conseguem gerar, agregando a isso um valor imenso ao projeto como um todo.


Um dos principais pontos a serem elogiados ao hotel é com relação à equipe.
Desde o momento da recepção, passando pelo jardineiro que, às 8h00 da manhã do domingo, cortava a grama e cumprimentava a todos com um largo sorriso, até os garçons e garçonetes sempre sorridentes e solícitos.
Infelizmente não tive o prazer de conhecer o chef e parabenizá-lo pelo excelente trabalho da cozinha.
A equipe de aventura também estava de parabéns. Preocupados com o divertimento e segurança de todos, ainda achavam tempo para também se divertirem conosco.
1 final de semana foi pouco, mas posso garantir que retornarei dentro em breve.