segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Trilha da Petrobrás

Este sábado dia 10/09, fizemos a famosa "Descida da Petrobrás" com uma variante de 10 km a mais que é pegando a Estrada da Limeira. Antes de começar o post, vamos esclarecer uma coisa... "Descida da Petrobrás" é o caramba!!! quem batizou de "Descida" só pode ter feito ela de carro ou de moto. De bike é que não foi!
A trilha tem tanta subida íngreme no meio que não se percebe que se desce mais que se sobe. Então estou rebatizando para "Trilha da Petrobrás" e não se fala mais nisso!
A prova é que o total climb da trilha foi de 1927 m, ou seja, 1000 m exatamente a mais que o recorde do grupo!
Fiz muitos videos e estes farei edição antes de postar. Como isso vai demorar, aguardem!
Alguns dados da trilha:
  • Distância Total: 85,61 km
  • Pondo de saída: Igreja Matriz de Salesópolis
  • Ponto de Chegada: Cruzamento da Rodovia Rio Santos com a Av Dario Leite Carrijo
  • Média: 12,1 km/h
  • Tempo total do percurso: 9h20 (contando as paradas)
  • Tempo Rodando: 7h00
Fretamos uma Van e saímos de Campinas por volta das 7h00. O ideal é sair um pouco mais cedo (certo Filó?), pois a trilha é técnica e nas descidas não dá pra deslanchar como imaginávamos!
Na bagagem comida (no meu caso para uns 3 dias... rs), lanterna, câmara, remendo, bomba (de ar), água (3 litros são pouco, precisei reabastecer) e ferramentas!
Claro que é importante dar uma boa forrada antes de começar o pedal!
E como a viagem até Salesópolis foi "dura" e "cansativa", outra forrada na padaria do centro!!!
Com todo mundo bem alimentado, e agora paramentados, saímos para o início da trilha por volta das 9h30, um erro... o ideal é começar às 8h00 (ceeerto Filó?)
Nós seguimos o Guia de Trilhas 3, do Guilherme Cavallari e aqui vai a primeira crítica... lado direito da igreja é da igreja mesmo ou o seu lado direito olhando para ela? Não estava tão claro no guia e graças a uma pessoa local, não começamos de cara indo pro lado errado... eheheh
Um pequeno trecho de asfalto e finalmente entramos na estrada da Petrobrás!

Os primeiros 25 km de trilha é praticamente subida... nada muito íngreme, mas o tempo todo fazendo esforço. O visual compensa e realmente é lindo!


Contrariando todas as previsões do tempo, o dia estava maravilhoso! Perfeito para o pedal. O sol não estava tão quente, a umidade estava boa e pouquíssimo vento contra! Não ficamos elogiando muito para não mudar, mas estava todo mundo feliz. O clima tempo errou feio e nós muito agradecidos por isso! :)
Com quase 25 km resolvemos dar outra forradinha! E lá fui obrigado a ouvir que 5 sanduiches eram demais!!! rs
As referências do guia estavam perfeitas. Com um odômetro bem regulado, encontramos todos os pontos sem problema nenhum!
Chegamos à Serra do mar...

e aos 26 km, ao ponto mais famoso da trilha. A Pedra do Mirante!


E como é alto lá!

Continuamos seguindo a trilha, que cá pra nós, não é trilha coisa nenhuma... é um estradão... com trechos de terra batida, trechos de pedras soltas e perigosíssimas e trecho com pedras grandes padrão Bocaina, que exige bastante perícia!
Derrepente o tempo mudou. Por volta do km 45 mais ou menos, já dava pra sentir um ar frio nas decidas! O medo de chuva fez a diversão se tornar preocupante, pois pelas nossas contas, íamos chegar no limite da luz!
Virando uma curva, nos deparamos com a neblina que chegava rapidamente!
O visual lindo de Maresias tão prometido pelo guia foi pro espaço! A névoa densa e húmida cobria boa parte da vegetação e já entrava pela estrada!

Já era quase 1h da tarde e chegamos ao ponto combinado para o almoço e reposição de água!

 Uma cachoeira muito bonita que estava com pouca água devido ao tempo seco e a falta de chuva. As marcas laterais mostravam que ali a parada deve ser forte em épocas de altos índices pluviométricos! Tinha cara de que a água cobria tudo!
Com o cenário bacana, nos deixamos levar e ficamos mais do que devíamos comendo e contemplando a natureza!
Hora de ir. Repusemos a água, 5 gotas de cloro para cada litro e uma rezada pra não pegar nenhuma doença. Voltamos ao pedal!

Logo depois chegamos à Petrobrás...
Mais lugares legais, mas com fotos menos bacanas devido a falta de luz...

Achamos vários pontos de free ride... uma pena não termos tempo para explorar, pois a luz estava acabando e tínhamos que correr!
Aí a neblina veio com tudo!

No KM 58 mais ou menos, resolvemos entrar na estrada da Limeira, mesmo conscientes de que iríamos chegar no escuro, a maioria votou por conhecer essa estrada tão bonita que o guia de trilhas relatou... foram 10 km a mais no percurso total!
Só que a estrada da Limeira possui 26 km! E que 26 km! :P
Logo de cara um trecho de subida quase, como diria o Magri,  "impedalável" e uma série de subidas muito íngremes e com pedras soltas tiraram o humor de todo mundo. Um biker até caiu (nada grave) derrapando, pena que a câmera não estava ligada... rs!
Aqui vem a segunda crítica ao guia de trilhas! Só com gráfico de altimetria não conseguimos visualizar tantas subidas e era preciso dar um pouco mais de detalhes sobre este trecho! Ele é muito duro! Tínhamos no nosso grupo, bikers experientes e acostumados com pedais de mais de 70 km, e mesmo estes acharam o percurso complicado!
As descidas eram quase sempre tão inclinadas e cheias de pedras que não conseguíamos fazer a bike render. Pegamos um trecho com declive tão acentuado e tão longo, que as pastilhas quase foram embora! O cheiro de "lona queimada" era insuportável. Meu disco chegou a ficar dourado do calor!
Uma specialized ficou sem freio devido à temperatura! Até daria pra se pensar que se fosse V-brake era melhor... mas nem isso! a força que era preciso fazer nos manetes acabava com qualquer pulso, isso sem contar o barro nos aros, destroçando sapatas e rodas!
Estávamos com um biker bem debilitado e todos os outros bem preocupados com ele e com a falta de luz!
Depois dessa última foto acima, um pneu furou e a luz acabou completamente! Dos 5 bikers, só 3 tinham lanternas e aí nosso rendimento diminuiu ainda mais! Levamos quase 3 horas para percorrer os 26 km da estrada da Limeira até São Sebastião. Em um breu total, viramos uma curva e avistamos a cidade pela primeira vez. Foi um alívio!
O último trecho era bem técnico e com o escuro rolou um chão bem legal meu... também sem registro! :)
Nesse ponto fizemos as devidas ligações para tranquilizar a família e avisar ao nosso motorista que a gente estava vivo! 
Enfim chegamos à Av Dario Leite Carrijo e uma informação importante que faltou no Guia de Trilhas 3... a gente sai na altura do número 2600 da Avenida!
Mais 4 km de asfalto e avistamos a nossa van... UFA!!!!!
Depois de tudo organizado, todo mundo tomado banho de gato na pia do banheiro da pizzaria, fomos procurar um bom restaurante para a desforra!
Achamos a Toca da Garoupa na Rua Paraná, 21 em Caraguatatuba! recomendadíssimo! Atendimento VIP, comida excelente... preço mais ou menos!!!
Olha a caldeirada que linda!

Chegamos em Campinas 1h30 da manhã! Moídos, mas felizes e prontos para outra!

Olha ela aí no EveryTrail! Cliquem que dá pra ver melhor!

Mais detalhes dela no Wikiloc:

2 comentários :

Otavio A. O. Neto disse...

Tem água ("bebível", não empossada! rs) na Estrada da Limeira (não na da Petrobras)??

Pergunto pq no dia 14/04/12 (sábado agora) vou percorre-la a pé com 3 amigos, saindo de caraguá e não pretendemos subir a Estrada da Petrobrás. Inclusive, já dei uma estudada no tracklog que você postou no wikiloc.


A maior ironia é que cresci em Caraguá (há poucas quadras da Toca da Garoupa, onde vcs jantaram!) e nunca fiz essa trilha. Até o fds que vem, pretendo re-escrever essa última frase! :D

Mosca SS disse...

Olá Otávio. Nós entramos na trilha da Limeira logo após a parada na cachoeira e por isso estávamos abastecidos e confesso que não fiquei reparando em água por ali. É muito provável que tenha um riacho em algum trecho, mas não consigo garantir! A cachoeira em si não é muito longe da entrada da estrada da Limeira (no seu caso, final dela), mas minha recomendação é pelo menos 3l de água e se vcs acharem algum ponto, reabasteçam... ainda mais se estiver muito calor! Boa sorte e depois mande as fotos e os comentários da trilha. Quem sabe vira um post por aqui!